"A liberdade de escolha é um direito de todos, mas só alguns a exercem com elegância."

— Honorè de Balzac

Não! Não me calarão…

Nasci em 1983, no século XX. Cresci em frente à televisão e na rua a andar de bicicleta com os meus primos. Nos desenhos animados encontrei a fantasia, nos filmes a força dos heróis e nos documentários o sonho de que a ciência é o caminho comum que dilui a ambivalência da nossa condição humana. 

Um dia quis ser astronauta, sentir a ausência de gravidade, descobrir, ir mais longe do que a imaginação. Um dia quis ser piloto de avião a jacto, ultrapassar os limites da velocidade e sentir a liberdade da vertigem. Um dia quis ser pintor para imortalizar o que ia dentro de mim em cores de carácter vincado. Um dia quis ser escritor, mudar o mundo com a Palavra arrancando o melhor de cada um de nós. Um dia quis ser engenheiro genético para curar o mundo. Um dia quis ser político para mudar o meu país, dar oportunidade para que cada um se transcenda em prol de todos nós. Um dia quis ser gestor, chefe… para ter dinheiro e poder demonstrando o meu valor. Um dia quis ser engenheiro de polímeros, diziam que era um emprego com saída. Um dia quis ser engenheiro informático… e sou… 

Um Estado liberal mas com mão de ferro

Não acredito que os Mercados de auto-regulem per si. Não acredito em Mercados que per si assumam o princípio de bem social, ainda que no final do dia necessitem deste para sobreviver. A realidade pela qual passamos é um claro e exaustivo exemplo onde a economia, puramente baseada em aspectos financeiros, demonstra que os Mercados têm uma relação de parasitismos com a sociedade, em vez de uma relação de mutismo. Desculpem-me, mas não gosto de ser hospedeiro nem parasita, is not my business

Enriquecimento ilícito é crime? Acabaram-se os pobres de Ferrari?

O PSD está a criminalizar o enriquecimento ilícito e já obteve a intenção de voto a favor do BE, PCP e CDS-PP. O PS vota contra, por uma questão de princípio constitucional da República Portuguesa, a necessidade imperativa do ónus da prova. 

Na verdade, o PS tem razão, ainda que se usem avançadas operações de cosmética linguística para ofuscar a real inversão do ónus da prova que esta iniciativa legislativa assume em si. A inversão do ónus da prova consiste na isenção de provar que determinado comportamento foi efectuado e que gerou ou manteve uma vantagem para esse alguém. Ou seja, em vez de se provar que alguém fez algo, esse alguém tem de provar que não o fez, o que por sua vez lhe retira de imediato o direito ao silêncio. 

Tags: lei política

"Hoje que tanto se fala em crise, quem não vê que, por toda a Europa, uma crise financeira está minando as nacionalidades? É disso que há-de vir a dissolução. Quando os meios faltarem e um dia se perderem as fortunas nacionais, o regime estabelecido cairá para deixar o campo livre ao novo mundo económico."

— Eça de Queirós em Distrito de Évora

Lei do aborto - avaliação

Está de novo em voga a “lei do aborto” em Portugal. Estas são algumas das noticias que têm vindo a ser difundidas:

Naturalmente a questão tem uma resposta de consciência que parte de cada um de nós, contudo, existe uma dimensão social que não pode ser alienada. 

Transcrição da entrevista da deputada Gabriela Canavilhas ao Noticias SAPO #pl118

Antes de mais, gostaria de deixar expresso que a minha transcrição não é “profissional” e como tal, pode conter erros de transcrição. Contudo, pode sempre ouvir a entrevista e contactar-me indicando a proposta de correcção e o minuto na entrevista a que se refere. 

Neste post, não farei qualquer comentário. Apenas dou indicação do meu post  Será que a Deputada Gabriela Canavilhas acredita no que diz? #pl118 onde já comento as anteriores declarações da deputada em questão. 

A transcrição é efectuada a partir do vídeo disponível na notícia http://noticias.sapo.pt/tec_ciencia/artigo/e-uma-taxa-justa-e-solidaria-jus_2420.html#page=2

Resposta aos comunicados da SPA #pl118

Em primeiro lugar quero expressar publicamente que não pertenço a nenhum grupo organizado contra a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), contra os autores Portugueses ou até mesmo contra o Projecto de Lei 118/XII (PL118). Insurjo-me contra o PL118 como cidadão Português, singular e com total independência intelectual, pois sou um dos que eventualmente pagará a taxa que o PL118 impõem.

Estou contra o PL118 em primeira instância pelo principio que advoga. Todos somos prevaricadores de Direitos de Autor, ou seja, os repositórios digitais servem sempre para guardar conteúdos protegidos por o Direito de Autor e como tal pagaremos uma taxa. Pois que não me revejo nesta realidade. A utilização de repositórios digitais serve para armazenar inúmeros arquivos não protegidos pelo Direito de Autor. Sobre o direito de um autor sob a sua obra, considero mais que justo.  

Petição contra o actual Projecto de Lei 118/XII #pl118

Se não concorda com o Projecto de Lei 118/XII (PL118), leia a petição Petição Impedir a Taxação da Sociedade da Informação e se concordar assine por favor. 

Outrora, já existiu uma petição, todavia, continha erros técnicos que não permitiam que fosse levada à Assembleia da Republica, pois faltava o número de identificação nacional.

Se pretender mais informação, a Maria João Nogueira agrega no seu blog (http://jonasnuts.com/425057.html), dentro das suas possibilidades, o que se vai escrevendo na blogoesfera sobre o PL118. Também pode ler o que a Sociedade Portuguesa de Autores tem a dizer sobre a sua posição. 

O mais importante, é antes de assinar se informe, tome uma posição em consciência.