Antes de mais, gostaria de deixar expresso que a minha transcrição não é “profissional” e como tal, pode conter erros de transcrição. Contudo, pode sempre ouvir a entrevista e contactar-me indicando a proposta de correcção e o minuto na entrevista a que se refere.
Neste post, não farei qualquer comentário. Apenas dou indicação do meu post Será que a Deputada Gabriela Canavilhas acredita no que diz? #pl118 onde já comento as anteriores declarações da deputada em questão.
A transcrição é efectuada a partir do vídeo disponível na notícia http://noticias.sapo.pt/tec_ciencia/artigo/e-uma-taxa-justa-e-solidaria-jus_2420.html#page=2.
Em primeiro lugar quero expressar publicamente que não pertenço a nenhum grupo organizado contra a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), contra os autores Portugueses ou até mesmo contra o Projecto de Lei 118/XII (PL118). Insurjo-me contra o PL118 como cidadão Português, singular e com total independência intelectual, pois sou um dos que eventualmente pagará a taxa que o PL118 impõem.
Estou contra o PL118 em primeira instância pelo principio que advoga. Todos somos prevaricadores de Direitos de Autor, ou seja, os repositórios digitais servem sempre para guardar conteúdos protegidos por o Direito de Autor e como tal pagaremos uma taxa. Pois que não me revejo nesta realidade. A utilização de repositórios digitais serve para armazenar inúmeros arquivos não protegidos pelo Direito de Autor. Sobre o direito de um autor sob a sua obra, considero mais que justo.
Se não concorda com o Projecto de Lei 118/XII (PL118), leia a petição Petição Impedir a Taxação da Sociedade da Informação e se concordar assine por favor.
Outrora, já existiu uma petição, todavia, continha erros técnicos que não permitiam que fosse levada à Assembleia da Republica, pois faltava o número de identificação nacional.
Se pretender mais informação, a Maria João Nogueira agrega no seu blog (http://jonasnuts.com/425057.html), dentro das suas possibilidades, o que se vai escrevendo na blogoesfera sobre o PL118. Também pode ler o que a Sociedade Portuguesa de Autores tem a dizer sobre a sua posição.
O mais importante, é antes de assinar se informe, tome uma posição em consciência.
Deixo aqui os links para os documentos públicos da SPA, muitas vezes indisponíveis…
Ouço incrédulo a Deputada Gabriela Canavilhas sobre o Projeto de Lei 118/XII (PL118). Ainda não percebi se são pelos seus rizinhos ou simplesmente pelo que diz ao tentar defender o PL118.
Na verdade, o PL118 não tem defesa possível tal como a Srª. Deputada o confirma em todas as suas declarações. Se não tivesse a profunda convicção de que a taxa da cópia privada se tratasse de um mecanismo de financiamento da SPA, até poderia de boa-fé acreditar na ingenuidade e inocência da Sr.ª Deputada. Mas assim não dá, já tentei! Não há quem aguente o tamanho desrespeito intelectual com o qual a Sr.ª Deputada nos inflige.
Uma visão de futuro em defesa dos autores e da Cultura – Programa SPA 2011-2015
A visão do Conselho de Administração da SPA é um programa que necessita de muito dinheiro! O primeiro passo, tal como admitido no documento em anexo, é gerar dinheiro através alteração da lei da Cópia Privada, AKA Projeto de Lei 118/XII. Depois vem a taxação da nossa ligação de Internet através dos ISPs. Como se pode ver, em nada se trata de pirataria mas sim de financiamento, ainda que o princípio seja imoral. Pagamos pela possibilidade de piratear e não por piratearmos.
Como já alguém escreveu, se comprar um carro que ande mais de 120 km/h pago as multas mal compre o carro? E então por isso posso andar mais de 120 km/h?