Não! Não me calarão…

Nasci em 1983, no século XX. Cresci em frente à televisão e na rua a andar de bicicleta com os meus primos. Nos desenhos animados encontrei a fantasia, nos filmes a força dos heróis e nos documentários o sonho de que a ciência é o caminho comum que dilui a ambivalência da nossa condição humana. 

Um dia quis ser astronauta, sentir a ausência de gravidade, descobrir, ir mais longe do que a imaginação. Um dia quis ser piloto de avião a jacto, ultrapassar os limites da velocidade e sentir a liberdade da vertigem. Um dia quis ser pintor para imortalizar o que ia dentro de mim em cores de carácter vincado. Um dia quis ser escritor, mudar o mundo com a Palavra arrancando o melhor de cada um de nós. Um dia quis ser engenheiro genético para curar o mundo. Um dia quis ser político para mudar o meu país, dar oportunidade para que cada um se transcenda em prol de todos nós. Um dia quis ser gestor, chefe… para ter dinheiro e poder demonstrando o meu valor. Um dia quis ser engenheiro de polímeros, diziam que era um emprego com saída. Um dia quis ser engenheiro informático… e sou… 

Here’s to the crazy ones.
The misfits.
The rebels.
The troublemakers.
The round pegs in the square holes.
The ones who see things differently.
They’re not fond of rules.
And they have no respect for the status quo.

You can praise them, disagree with them, quote them,
disbelieve them, glorify or vilify them.
About the only thing you can’t do, is ignore them.
Because they change things.
They invent.
They imagine.
They heal.
They explore.
They create.
They inspire.
They push the human race forward.
Maybe they have to be crazy.

How else can you stare at an empty canvas and see a work of art?
Or sit in silence and hear a song that’s never been written?
Or gaze at a red planet and see a laboratory on wheels?
While some may see them as the crazy ones, we see genius.

Because the people who are crazy enough to think they can change the world, are the ones who do.

Tags: inspiração

Ano Velho

Duas vezes por ano entro em profunda depressão. A primeira é no meu aniversário e a segunda é no final do ano. Não me considero uma pessoa deprimida, pois normalmente as minhas “depressões” duram umas horas, no máximo um dia, e com muito pouca frequência. Não é o caso das datas que assinalei. Nestas datas a depressão pode durar um pouco mais…

Sempre me perguntei pelo porquê destas depressões. É verdade que são datas de retrospecção e devido à minha ânsia e sede por mais, não são fáceis de gerir! Por mais que os nossos nos digam que estamos bem, que somos novos, que temos tudo e bem mais do que esperavam… Não adianta de nada! Pois nestas situações nunca me interessou a perspectiva dos outros sobre mim, mas sim a minha visão da minha realidade, ainda que errada, distorcida ou até mesmo desproporcional! Lamento por mim, mas quero sempre mais e melhor… A cada dia tenho de ganhar alguma coisa, senão, alguma coisa tem de mudar. Por mais que tente, ainda não consegui mudar este traço de personalidade. Metaforicamente, digo que nasci guerreiro Espartano! Sem luta, futuro e sonho, nada nesta vida me aquece.

A recomendação pode ser uma inspiração

Passe a citação bíblica, ”nem só de pão vive o Homem” assim como “nem só de ordenado vive o profissional”. 

Durante a minha vida profissional, já conta com 10 anos, por todo o lugar pelo qual passei fui sempre recebendo elogios e cumprimentos. Quando consideramos este elogios e cumprimentos justos e nivelados pelas acções que fazemos, sentimos uma lufada de ar fresco e vontade de fazer mais e melhor. 

A recomendação que até à data mais me marcou foi de um colega de curso, que nunca conheci pessoalmente, mas ao qual respondi a um e-mail seu sem qualquer noção ou previsão de qual seria o seu impacto. 

Asfixia local = Castração intelectual

Quando vim do Porto em direcção a Lisboa, para além de severos motivos de carácter pessoal, existia algo no Porto que me asfixiava! Na altura pensava que era devido ao desafio profissional que o Porto me apresentava, cheguei a pensar que era a vida “pequena” que levava, depois pensei que era a cidade em si que era pequena demais para mim…

Tinha iniciado os meus 26 anos. Já era professor universitário, já tinha empregos - ainda que não muito remunerados - muito interessantes e o meu prestígio residia no Porto. Muitas pessoas olhavam para mim com factual reverência, pois comecei do -2 (menos dois) e com 26 anos atingira uma posição e um conhecimento com esforço próprio, não habitual para uma pessoa “main stream” e sem ajuda de terceiros.