Feliz Natal
Há coisas que se vão perdendo pela vida. Uma oportunidade aqui, um caminho ali… Nunca teremos tudo, já não somos crianças em que o encanto é tudo e a magia brota de tudo que é novo. Vive-se de “escolhas” baseadas em assumpções, queres e caprichos.
Um embrulho ilumina os olhos, a proximidade tolhe a razão e o toque rebenta em excitação. Quantos de nós ainda sente assim? Quem é que ainda não perdeu a inocência e a ingenuidade? Vivemos de “o que interessa é a intenção” não por mal, mas porque já pouco nos encanta. Encanta-nos sermos mais e melhores. Se possível de todos que conhecemos. Status quo, sucesso, épicos planos e reverência. Isto enche-nos o ego e pelo ego é que vamos. Leva décadas a voltarmos a sermos crianças de novo. Isto eventualmente deve chegar quando somos avós e os nossos netos ficam assim perante uma prenda nossa. Aquele sorriso maroto é nosso.