O xadrez da vida
Qualquer jogador de xadrez sabe que por vezes tem de sacrificar os seus peões para proteger o seu rei. Por vezes, é necessário ir ainda mais longe e sacrificar o fogo de ataque com a perda de torres, bispos, cavalos e até mesmo da rainha. Não há nada mais stressante que estarmos em cheque.
Por vezes, na vida temos que fazer o mesmo. Temos de sacrificar tudo para nos mantermos no jogo. Nada mais natural… Faz parte do instinto animal a sobrevivência e a perpetuação da espécie.

(image source: http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-489653/Human-race-split-different-species.html)
Deveríamos ser uma espécie positivamente evoluída onde conseguimos identificar quem são os nossos peões, as nossas torres, os nossos bispos, os nossos cavalos, a nossa rainha e o nosso rei. O que vejo recorrentemente é o sacrifício de tudo para proteger os nossos peões, ficando constantemente em “cheque”. Um caminho que só leva à derrota pessoal.
Outrora usávamos as coisas e amávamos as pessoas. Hoje amamos as coisas e usamos as pessoas. Deixamos-nos levar pelo brilho do status quo e pelo hedonismo egoísta. Estamos a abandonar as pessoas que fazem este mundo valer a pena. Aqueles que dependem de nós sem o terem escolhido, aqueles que olham para nós como os seus heróis, o seu porto seguro, o seu farol de vida…
Sem estes, o que fica?