“What a silly thing Love is, It is not half as useful as Logic, for it does not prove anything, and it is always telling one of things that are not going to happen, and making one believe things that are not true. In fact, it is quite unpractical, and, as in this age to be practical is everything.” - The Nightingale and the Rose, Oscar Wilde
Some times you’re not old enough or your heart speaks louder… In this case, should logic win because in age to be practical is everything?
A verdade é por vezes inenarrável. Só passível de ser sentida pois na palavra existe demasiada ambiguidade, retirando-lhe a tangibilidade da descrição.
Assim descreveria a verdade como sendo granítica em defeso da sua dureza e do seu peso; afiada atendendo a que nos trespassa cirurgicamente, separando a realidade da ilusão; curandeira pois pretende sarar feridas sem ter diploma; e sublime de tão avassaladora que é.
A verdade é assim, não cabe em buracos, não a podem esconder permanentemente e tem vida própria. Vive da realidade, nutriente que abunda e nunca faltará.
O passado é apenas a verdade no presente… O futuro o acumulado da verdade de ontem e a que se produz hoje… Difícil equação… a ilusão é sempre tão mais fácil…
O tempo tira-nos cor mas dá-nos brilho,
tira-nos energia mas dá-nos táctica,
tira-nos força mas dá-nos autoridade.
Isto é mudança? Para quem vê a superfície…
Ficar mais velho não significa ficar melhor ou pior! Fica-se igual mas com calo de vida.

(ilustração: autor desconhecido)
Numa situação de doença crónica, a vida é como um quarto de hotel. Não tem passado nem futuro, subsistindo somente um presente imbuído de um conjunto de identificações num contexto sem contextualizações — João Paulo Pereira
Troco a paixão pelo amor sem hesitar. A paixão ilude-me à noite enquanto o amor dá-me magia para a vida. — Bruno Matos Tavares
E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo, cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida. — Machado de Assis, “Quincas Borba”
… nem sei como começar…
Vi-te nascer… Vi-te lutar pela tua vida… Vi-te crescer… estive sempre lá…
Lutei por ti mesmo antes dos teus pulmões se encherem…
Dei tudo por ti… meu amor… minha vida… minhas lágrimas… meu suor… meu sangue… minha alma…
Deixei vergarem-me… Deixei corromperem os meus princípios e valores… Deixei-me levar… por esperança…
Porque tu vales tudo… tudo…
Mas agora é tempo de cresceres uns tempos sozinha… Ensinei-te tudo que consegui neste tempo… Mas vais ter de ser tu a viver… para um dia perceberes quem de facto te ama e está sempre cá por ti…
Nunca te esquecerei… levo-te dentro de mim até à morte… Mesmo depois estarei sempre por ti… mesmo depois…
Napoleão tinha razão quando disse “que nesta vida somos reis ou peões”. Sê a minha rainha…
Volta para mim no fim deste teu caminho… Fico à tua espera… Estarei sempre por cá, por ti…
Até já…
A vida tem uma forma estranha de nos surpreender. Umas vezes pela positiva e outras pela negativa. A paz parece não estar na equação da vida.
É como estivéssemos constantemente a nadar em crawl, a cada braçada é-nos apenas permitido uma inspiração, inspiração essa que exige de nós tudo, em prol da próxima inspiração. Talvez a expectativa seja mudar de estilo de natação, ainda que a piscina de 50 metros demore uns anos a ser atravessada. É uma verdadeira olimpíada, onde só o ouro importa pois tudo resto é prémio de auto-consolação.